[WEB] - "Pensamentos Não Ditos"

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Bem,

Queridos leitores, espero que entrem nessa viagem emocionante, engraçada, com leve toques de suspense, indescritivel trama.

Tenho uma pequena certeza de que gostarão.

Idealizem os personagens com quem vocês quiserem imaginar, mas como inspiração eu - legítima fã de Smallville (e seus derivados) tenho como ídolo maior Erica Durance que interpreta a melhor personagem de todas, nossa incrível Lois Lane, e Tom Welling, que faz o melhor superhomem de todos os tempos, Clark Kent (SuperMan) - fiz a descrição dos personagens pensando neles, como pessoas, e não como atores.

 

 

Enfim,

 

preciso que usem a imaginação e se divirtam nessa viagem emocionante!

 

 

E se quiserem ouvir a música "Firework" da Katy Perry, eu agradeço.

Além dela ser perfeita, vejam o clipe e tentam tirar um proveito......essa música me ajudou a escrever.

 

Beijos...

 

 

 

e DIVIRTAM-SE!

 

 

 

Hasta luego hunnys, s2

quinta 30 junho 2011 19:36


> Início < (1º post)

A noite estava sob uma forte tempestade e um carro perdido em meio aquela estrada deserta sem vestígios de outros automóveis. Somente a luz dos relâmpagos de segundos em segundos iluminava a longa e infinita estrada. Dentro do carro havia duas pessoas: um rapaz e uma moça, em pé de guerra como sempre.
Os dois discutiam e culpavam um ao outro por estarem onde estão: perdidos.
Não dava para enxergar um palmo na frente do nariz, a chuva torrencial não deixava. Para se ter noção, os limpadores do vidro do carro não davam conta, já estavam na última velocidade.
A menina falava, já tinha meia hora, para pararem em algum local para dormirem. O menino rebatia dizendo que só se ele construísse esse local, pois não havia nada na estrada com algo parecido.
- Você é uma anta! - dizia ele. Não vê que estamos num local deserto!
- Cala a sua boca seu ogro! Eu somente dei uma idéia, pelo menos sou a única sensata aqui falando como uma pessoa normal, e tentando ajudar.
- Não sei que ajuda está dando. Estou simplesmente a meia hora ouvindo a mesma ladainha.
- Seu...seu idiota! - resmunga chateada olhando para a estrada ao seu lado.
Ele a olha com rabo de olho e vê que a deixou irritada. A sua intenção era chateá-la, mas não a deixar triste. Ele olhava para frente compenetrado e viajando em pensamentos, apertando suas mãos no volante, como se quisesse arrancá-lo dali - estava chateado por brigar tanto com ela.
Ela o observava sem deixá-lo notar. Amava aquele perfil dele. Podia até detestá-lo, em contrapartida amava quando tirava um minuto de seu tempo para notar aquele rosto. Adorava o formato poligonal triangular da face rígida, o maxilar robusto que quando ele cerrava os dentes o deixava muito sexy. Sem falar naqueles olhos penetrantes que a atormentava certas vezes.

quinta 30 junho 2011 19:53


(2º post)

- Perdeu a fala criança? - pergunta ele tentando descongelar aquele gelo que estava entre eles.
Definitivamente todos os elogios que o dava mentalmente se transformaram em xingamentos, dentre instantes.
- Destruiu o sonho que estava tendo, seu inconveniente!
- Nossa! Ela está nervosinha - implica deixando-a ainda mais irritada.
Ele amava vê-la nervosa, ficava ainda mais linda do que já era.
Aqueles óculos de grau que a deixava com o ar de intelectual e extremamente sexy quando os empurrava com o dedo indicador quando esse escorregava sob seu pequeno e delicado nariz e quando ele a irritava ela fazia esse gesto com mais freqüência quase que como um cacoete, deixando-o ainda mais admirado. A beleza dela era indescritível e inquestionável para ele.
Ela tinha um jeito introspectivo, ou seja, não ligava muito para o que os outros pensavam de si, vivia o seu próprio mundinho. Ao mesmo tempo, se dedicava esteticamente. Não como uma patricinha geralmente faz, como por exemplo, ir regularmente, ou melhor, toda semana ao salão de beleza fazer um serviço completo - pés, unhas, mãos, cabelos, etc. - mas fazia tudo isso sem exageros, na medida certa. Era tipicamente a menina tímida, estranha, anti-social, um alvo fácil para comentários de alunos infantis da faculdade em que estudavam.
- Ainda nem sei como fomos virar amigos - ela comenta despertando-o de seus pensamentos.
- Acabou de atrapalhar no momento mais importante - comenta ele a respeito de sua viagem momentânea.
- Nossa! Olha a miinha cara de preocupação com você - diz fazendo careta.
- Respondendo a sua pergunta: creio que só somos "amigos" por causa dos nossos amigos.
- Não gostei do tom que usou - revela.
- Hum, desculpe, mas somos realmente amigos? - pergunta ele deixando-a tensa.
- Er...bom, não posso chamar isso de amizade. Vivemos sempre em pé de guerra. Isto está mais para sermos irmãos, não? Brigamos feito irmãos.

 

 

quinta 30 junho 2011 20:38


(3º post)

Ele fica pensativo e concorda apesar de não ter gostado de nenhuma das duas definições.
- Essa chuva está demais hein! - comenta ela tentando mudar de assunto. Poxa, não queria dormir dentro de um carro.
- Nem eu - dizia ele. Nada melhor do que uma cama com cobertas para nos aquecer. Dava o que for para conseguirmos um local seguro pra passarmos a noite.
- Sério? O que for? - brinca ela.
- Estava falando sério - ele ri com o próprio comentário.
- Olha aquela luz lá? - aponta para o seu lado direito indicando uma luz vermelha.
- O que será? - pergunta ele acelerando um pouco mais.
Uma luz no painel do carro ascende.
- Era só o que nos faltava! - comenta ele batendo com a mão no volante.
- O que houve?
- Desculpe, mas a luz do combustível ascendeu se é que me entende.
- Gasolina! Não acredito. Será que dará para chegar lá?
- Tomara que sim - fala torcendo.
O ponto de luz ia se aproximando lentamente. Ela animada já comemorava, mas infelizmente o carro parou.
- Por que parou aqui? Ainda faltam alguns metros - dizia ela inocente.
- Desculpe, mas não poderei fazer mais nada, a gasolina acabou.
- E agora? O que faremos? Mas que droga! Essa chuva também não ajuda! - se exalta se desesperando.
- Não se preocupe, fique aqui que vou até lá ver se o posto está aberto. Busco o combustível e trago-o.
- Está louco que ficarei aqui sozinha! - grita tensa. Você nem sabe se aquilo é um posto mesmo.
- O que faremos então? - pergunta ele tentando responder mentalmente. Já sei!

 

 

sexta 01 julho 2011 04:40


(4º post)

- E vai guardar pra você ou me contar o que pensa em fazer!? - indaga nervosa.
- Fique aqui, preciso que guie o volante para mim.
- E você?
- Empurrarei o carro. Não é tão longe assim. Acho que consigo.
- Hum, tentando dar uma de machão? Prefere empurrar o carro sozinho a me chamar para ajudá-lo?
- Calma, não quero brigar. Juro que me ajudará guiando o volante para mim. E não quero dizer que não seja forte o bastante para me ajudar lá fora. Prometo: se caso eu precisar lhe chamarei.
- Está bem então.
Ele acena com a cabeça e sai do carro, fechando a porta do motorista logo em seguida. Ela primeiramente colocou o carro em ponto morto e deu o sinal para que ele começasse a empurrar. O carro estava em inércia e depois de alguns instantes entrou em movimento.
Ela o olhava pelo retrovisor, ou melhor, babava.
- "Como ele pode ser forte assim, meu Deus!".
Parecia que o motor estava ligado, pois o carro estava numa velocidade até boa para alguém que o empurrava.
Realmente era um posto. Ele conseguiu levar o carro até as bombas. Ao chegar perto ela puxou o freio de mão e engatou a primeira marcha. Saiu do carro em disparada para abraçá-lo, envolvendo-o num forte e quente abraço.
- Você vai se molhar toda - diz retribuindo o abraço.
- Obrigada! - dizia de olhos fechados ainda o enlaçando.
Ele sorriu, estava imensamente feliz pela atitude espontânea dela, que nunca imaginaria que ela faria ou pudesse fazer aquilo.
Depois que caiu em si ela se afastou.
- Não pense em ficar se achando! - implica virando-se para a construção. Será que tem alguém?
- Vamos lá ver - diz ele pegando em sua mão.
- Olá! Ô de casa! - ela subiu um pouco o tom da voz. - Será que tem alguém acordado? - cochichou.
Ele viu sob o balcão um sino e o tocou umas três vezes consecutivas.

 

 

sexta 01 julho 2011 06:04


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